Salve Povo do BEN!
Numa relax, numa tranquila, numa boa???
Esta semana fui apresentado a este filme produzido pela agencia americana Office of the Coordinator of Inter-American Affairs (OCIAA) em 1949. Imagens inéditas quando BH ainda era calma, segura e tinha somente 200 mil habitantes.
No mais... aquele abrAÇO e #espalheapalavra
Yuga
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sábado, 1 de maio de 2010
terça-feira, 23 de junho de 2009
Pegada, o Coletivo que pega.

Salve Povo do BEN!
Numa relax, numa tranquila, numa boa???
Tem uma galera em Beagá desenvolvendo um trampo muito bacana em prol da Cena Independente na Capital Mineira, é o Coletivo Pegada, grupo de amigos que se reuniram em torno do objetivo comum: transformar e reorganizar a cadeia produtiva de cultura independente da cidade de maneira que seus atores sejam capazes de responder de maneira livre, autônoma e dinâmica aos desafios de um mercado em constante mutação.

Qualquer um pode participar do Coletivo Pegada. Basta que participe das reuniões dos debates e consiga investir uma parte do seu valioso tempo para trabalhar por essa causa.
Acompanhe o blog do Coletivo Pegada que traz notícias sobre produção musical, cultura alternativa, música independente, rock brasileiro, agenda de shows, festivais, eventos de formação musical e movimentação da cena de Belo Horizonte, Minas Gerais e todo o Brasil.
No mais... aquele abrAÇO e espalhe a palavra
Yuga
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terça-feira, 7 de abril de 2009
Doze artistas e bandas se classificam para o Conexão Vivo 2009 em Belo Horizonte
Salve Povo do BEN!
Numa relax, numa tranquila, numa boa???
Já saiu o resultado do Conexão VIVO 2009, e o Black Sonora garantiu a sua presença no grande evento que acontece em Belo Horizonte no Parque Municipal. Confira aí...

Os 24 artistas selecionados pelo edital de música do Conexão Vivo 2009 passaram, na primeira etapa, pelo crivo popular e pelo olhar (e ouvido) apurado da curadoria. Um teste de qualidade, popularidade e empenho que os levou a serem escolhidos entre 1.666 concorrentes. Á segunda etapa dessa corrida – disputada pelo interior de Minas Gerais e São Paulo, nas cidades por onde o projeto passou e, novamente, por votação popular – somaram-se outros elementos de análise, dentre eles a fundamental presença de palco. Tal elemento poder ser traduzido também como carisma e interação com o público. O objetivo era estar entre os 12 artistas que se apresentarão em Belo Horizonte, ao lado dos patrocinados pela Vivo e seus convidados.
E se em qualidade todos se equiparavam (equiparando-se também aos vários que ficaram de fora pois, infelizmente, é impossível abrigar no projeto todos os ótimos artistas desse Portal), é bem verdade que os mais populares saíram na frente. Popularidade, uma vez conquistada, é difícil de ser perdida. Por isso, não surpreende nem um pouco o resultado da votação popular responsável pela ocupação de duas vagas. Rocknova, de Minas Gerais, e Bleffe, do Rio de Janeiro, caíram, pela segunda vez, nas graças do público. Os suplentes – Reis, da Bahia, e Tito, de São Paulo – também foram selecionados por votação popular na primeira etapa.
Os outros dez artistas foram escolhidos pelo júri formado pelo cantor e compositor Celso Moretti; diretor artístico e músico, Eduardo Garcia, que em Uberlândia foi substituído pelo compositor e produtor musical, Flávio Henrique; e por personalidades dos mercados culturais locais: Bispo Filho, em Governador Valadares, Marilane dos Santos, em São João del-Rei, Lu de Laurentiz, em Uberlândia, Aroldo Pereira, em Montes Claros, e Tucum, em Campinas. Os critérios utilizados foram letra, arranjo, interpretação e a já falada presença de palco, medida pela reação do público de 32 mil e 500 pessoas, sendo Governador Valadares 3 mil e 500 em Governador Valadares, 6 mil em São João del-Rei, 11 mil em Uberlândia, 6 mil em Montes Claros e 6 mil Campinas.
10 CLASSIFICADOS
e 2 Suplentes escolhidos pelos Jurados
Classificados (Jurados)
1 - Madame Saatan
2 - The Hell's Kitchen Project
3 - Thiago Delegado
4 - Julgamento
5 - Burro Morto
6 - Transmissor
7 - Ito Moreno
8 - BLACK SONORA
9 - P.R.O.A
10 - Soatá
Suplentes (Jurados)
11- Paulo Padilha
12 - Sotaque Carregado
2 CLASSIFICADOS
e 2 Suplentes escolhidos por votação popular
Classificados (Votação Popular)
1 – Rock Nova - 972 votos válidos
2 – Bleffe - 687 votos válidos
Suplentes (Votação Popular)
3 – Reis - 651 votos válidos
4 – Titoo - 364 votos válidos
fonte: http://www.conexaovivo.com.br/noticias/doze-artistas-e-bandas-se-classificam-para-o-conexao-vivo-2009-em-belo-horizonte
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Yuga
Numa relax, numa tranquila, numa boa???
Já saiu o resultado do Conexão VIVO 2009, e o Black Sonora garantiu a sua presença no grande evento que acontece em Belo Horizonte no Parque Municipal. Confira aí...

Os 24 artistas selecionados pelo edital de música do Conexão Vivo 2009 passaram, na primeira etapa, pelo crivo popular e pelo olhar (e ouvido) apurado da curadoria. Um teste de qualidade, popularidade e empenho que os levou a serem escolhidos entre 1.666 concorrentes. Á segunda etapa dessa corrida – disputada pelo interior de Minas Gerais e São Paulo, nas cidades por onde o projeto passou e, novamente, por votação popular – somaram-se outros elementos de análise, dentre eles a fundamental presença de palco. Tal elemento poder ser traduzido também como carisma e interação com o público. O objetivo era estar entre os 12 artistas que se apresentarão em Belo Horizonte, ao lado dos patrocinados pela Vivo e seus convidados.
E se em qualidade todos se equiparavam (equiparando-se também aos vários que ficaram de fora pois, infelizmente, é impossível abrigar no projeto todos os ótimos artistas desse Portal), é bem verdade que os mais populares saíram na frente. Popularidade, uma vez conquistada, é difícil de ser perdida. Por isso, não surpreende nem um pouco o resultado da votação popular responsável pela ocupação de duas vagas. Rocknova, de Minas Gerais, e Bleffe, do Rio de Janeiro, caíram, pela segunda vez, nas graças do público. Os suplentes – Reis, da Bahia, e Tito, de São Paulo – também foram selecionados por votação popular na primeira etapa.
Os outros dez artistas foram escolhidos pelo júri formado pelo cantor e compositor Celso Moretti; diretor artístico e músico, Eduardo Garcia, que em Uberlândia foi substituído pelo compositor e produtor musical, Flávio Henrique; e por personalidades dos mercados culturais locais: Bispo Filho, em Governador Valadares, Marilane dos Santos, em São João del-Rei, Lu de Laurentiz, em Uberlândia, Aroldo Pereira, em Montes Claros, e Tucum, em Campinas. Os critérios utilizados foram letra, arranjo, interpretação e a já falada presença de palco, medida pela reação do público de 32 mil e 500 pessoas, sendo Governador Valadares 3 mil e 500 em Governador Valadares, 6 mil em São João del-Rei, 11 mil em Uberlândia, 6 mil em Montes Claros e 6 mil Campinas.
10 CLASSIFICADOS
e 2 Suplentes escolhidos pelos Jurados
Classificados (Jurados)
1 - Madame Saatan
2 - The Hell's Kitchen Project
3 - Thiago Delegado
4 - Julgamento
5 - Burro Morto
6 - Transmissor
7 - Ito Moreno
8 - BLACK SONORA
9 - P.R.O.A
10 - Soatá
Suplentes (Jurados)
11- Paulo Padilha
12 - Sotaque Carregado
2 CLASSIFICADOS
e 2 Suplentes escolhidos por votação popular
Classificados (Votação Popular)
1 – Rock Nova - 972 votos válidos
2 – Bleffe - 687 votos válidos
Suplentes (Votação Popular)
3 – Reis - 651 votos válidos
4 – Titoo - 364 votos válidos
fonte: http://www.conexaovivo.com.br/noticias/doze-artistas-e-bandas-se-classificam-para-o-conexao-vivo-2009-em-belo-horizonte
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quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Black Sonora no Acervo Sonora do Museu Abílio Barreto
Museu Histórico Abílio Barreto monta exposição com objetos que marcaram a vida dos moradores de Belo Horizonte. Embalagens, máquinas, vidros de iogurte e canções foram doados à instituição
por Walter Sebastião
Quando Belo Horizonte fez 50 anos, o filatelista e dono de gráfica Hugo Castro, por iniciativa própria, imprimiu um selo comemorativo da data. O funcionário público Gilberto César colecionou, ao longo de toda a vida, objetos como maçanetas, interruptores e embalagens de vidro de iogurte. Priscila Freire recolheu um fragmento de elemento decorativo da fachada de um colégio demolido. Gervásio Horta criou coleção de canções que têm Belo Horizonte como tema. Estavam guardados com a advogada Silma Mendes Berti o arquivo, a biblioteca e os objetos de trabalho do arquiteto Raffaelo Berti (1900-1972), responsável pela sede da prefeitura da capital e pelos prédios do Hospital Felício Rocho, Santa Casa e Minas Tênis Clube.
O selo, as maçanetas, o vidro de iogurte, o fragmento do colégio desaparecido, desenhos do arquiteto e as canções de Gervásio Horta integram a exposição Novos acervos MHAB 2003-2008, que o público poderá conferir a partir de amanhã. O evento comemora os 65 anos do Museu Histórico Abílio Barreto (MHAB), apresentando objetos que, há 50 anos, ninguém imaginaria ver no museu, como embalagens, máquinas de escrever e de contabilidade, navalhas ou fotos dos anos 1970 e 1980.
“Museu não é só lugar de grandes eventos, de grandes personagens, ou de objetos portentosos e grandiosos”, avisa José Neves Bittencourt, coordenador técnico do MHAB. “Museu é um grande arquivo que fala da história da cidade e de suas várias dinâmicas com artefatos de diversas categorias. É isso que estamos mostrando na exposição”, explica.
Bittencourt lembra que a Belo Horizonte de cinco décadas atrás deu lugar a outra cidade. “Daqui a 50 anos, talvez em até em menos tempo, a fisionomia seja outra”, completa, observando que, nos anos 1960, não existiam bairros como o Buritis e o Belvedere. Essa situação obriga especialistas em museologia e patrimônio a enfrentar um desafio: “Identificar, selecionar e salvar objetos que serão os únicos testemunhos de um mundo que se transforma freneticamente”.
De acordo com o coordenador, é essencial as pessoas encaminharem ao museu objetos que, na opinião delas, possam somar algo à memória de Belo Horizonte. As doações serão muito bem recebidas, analisadas e, se aprovadas, incorporadas ao acervo”, conta. “Pode ser qualquer coisa: fotos, documentos, livros, mobiliário, equipamentos ou objetos”. A comissão técnica prioriza objetos que complementem as coleções do museu e a relação deles com a cidade, sua memória e identidade. “Do cruzamento desses objetos podemos ler e interpretar a cidade – ela mesma artefato em perpétua construção pela dialética entre criação e destruição”, observa.
A sensação de desenvolvimento veloz experimentado por BH talvez se deva ao fato de a cidade se concentrar em espaço pequeno – “um quinto do Rio de Janeiro”, lembra Bittencourt. Em meio à “fome de espaço”, a disputa é grande e a capital não pára de se transformar. Isso cobra dos especialistas maior precisão na identificação, pesquisa e formação de acervos. “Temos de atuar quase como arqueólogos para recuperar contextos desaparecidos”, lembra.
DOAÇÕES
A mostra exibe peças doadas por dezenas de pessoas. Revelando um pouco da vida delas, conta muito da história de Belo Horizonte nos últimos 40 anos. Algumas canções passarão a integrar o acervo do Museu Histórico Abílio Barreto. São elas: Praça Sete, Lindo Barro Preto, Mercado Central, Bela Belô e Rua da Bahia, de Gervásio Horta; Anos Savassi e Belo Horizonte de antigamente, de Pacífico Mascarenhas; O mar para mim, do Black Sonora; A outra cidade, de Makely Ka; Belo caso de amor, de Paulinho Pedra Azul. Em ritmo de marcha, samba, bossa nova e rock, as composições celebram a capital, suas ruas e bairros. “Há muitas outras, mas não estão gravadas ou a cessão de direitos é processo que consome mais tempo”, explica Miriam Campas, responsável pela seleção musical.
“Essa homenagem deixa a gente velho mas é sinal de que o nosso trabalho está sendo reconhecido. Sem modéstia, sou o compositor que fez mais músicas para Belo Horizonte”, comemora Gervásio Horta, de 69 anos – mineiro de Teófilo Otoni, que vive na capital desde 1954. Em 1961, depois de gravar Rua da Bahia em São Paulo, Gervásio e o parceiro Rômulo Paes foram comemorar o feito, de madrugada, no bar paulistano Ponto Chic. Adoniram Barbosa (1910-1982), compositor de Trem das onze, amigo de Rômulo, sentou-se na mesa com eles. “Ele nos disse: ‘Que coisa boa cantar a cidade de vocês. Se não fizerem isso, quem vai fazer?’. Fiquei impressionado, aquela observação ficou gravada em mim”, lembra Gervásio. “Os autores mais antigos tinham mais compromisso com as cidades onde viviam”, diz ele, citando composições de Dorival Caymmi para a Bahia, dos cariocas para o Rio de Janeiro dos anos 1950 ou de Adoniram para São Paulo. O veterano compositor mineiro elogia Paulinho Pedra Azul pela canção dedicada à capital de Minas.
MHAB 2003-2008
Abertura hoje, às 16h, para convidados. Aberta ao público a partir de amanhã. Objetos, fotos, documentos e canções. Museu Histórico Abílio Barreto, Avenida Prudente de Moraes, 202, Cidade Jardim, (31) 3277-8573. De terça-feira a domingo, das 10h às 17h; quintas-feiras até 21h.
Estado de Minas, 27/02/2008
fonte: http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=586344&page=5
por Walter Sebastião
Quando Belo Horizonte fez 50 anos, o filatelista e dono de gráfica Hugo Castro, por iniciativa própria, imprimiu um selo comemorativo da data. O funcionário público Gilberto César colecionou, ao longo de toda a vida, objetos como maçanetas, interruptores e embalagens de vidro de iogurte. Priscila Freire recolheu um fragmento de elemento decorativo da fachada de um colégio demolido. Gervásio Horta criou coleção de canções que têm Belo Horizonte como tema. Estavam guardados com a advogada Silma Mendes Berti o arquivo, a biblioteca e os objetos de trabalho do arquiteto Raffaelo Berti (1900-1972), responsável pela sede da prefeitura da capital e pelos prédios do Hospital Felício Rocho, Santa Casa e Minas Tênis Clube.
O selo, as maçanetas, o vidro de iogurte, o fragmento do colégio desaparecido, desenhos do arquiteto e as canções de Gervásio Horta integram a exposição Novos acervos MHAB 2003-2008, que o público poderá conferir a partir de amanhã. O evento comemora os 65 anos do Museu Histórico Abílio Barreto (MHAB), apresentando objetos que, há 50 anos, ninguém imaginaria ver no museu, como embalagens, máquinas de escrever e de contabilidade, navalhas ou fotos dos anos 1970 e 1980.
“Museu não é só lugar de grandes eventos, de grandes personagens, ou de objetos portentosos e grandiosos”, avisa José Neves Bittencourt, coordenador técnico do MHAB. “Museu é um grande arquivo que fala da história da cidade e de suas várias dinâmicas com artefatos de diversas categorias. É isso que estamos mostrando na exposição”, explica.
Bittencourt lembra que a Belo Horizonte de cinco décadas atrás deu lugar a outra cidade. “Daqui a 50 anos, talvez em até em menos tempo, a fisionomia seja outra”, completa, observando que, nos anos 1960, não existiam bairros como o Buritis e o Belvedere. Essa situação obriga especialistas em museologia e patrimônio a enfrentar um desafio: “Identificar, selecionar e salvar objetos que serão os únicos testemunhos de um mundo que se transforma freneticamente”.
De acordo com o coordenador, é essencial as pessoas encaminharem ao museu objetos que, na opinião delas, possam somar algo à memória de Belo Horizonte. As doações serão muito bem recebidas, analisadas e, se aprovadas, incorporadas ao acervo”, conta. “Pode ser qualquer coisa: fotos, documentos, livros, mobiliário, equipamentos ou objetos”. A comissão técnica prioriza objetos que complementem as coleções do museu e a relação deles com a cidade, sua memória e identidade. “Do cruzamento desses objetos podemos ler e interpretar a cidade – ela mesma artefato em perpétua construção pela dialética entre criação e destruição”, observa.
A sensação de desenvolvimento veloz experimentado por BH talvez se deva ao fato de a cidade se concentrar em espaço pequeno – “um quinto do Rio de Janeiro”, lembra Bittencourt. Em meio à “fome de espaço”, a disputa é grande e a capital não pára de se transformar. Isso cobra dos especialistas maior precisão na identificação, pesquisa e formação de acervos. “Temos de atuar quase como arqueólogos para recuperar contextos desaparecidos”, lembra.
DOAÇÕES
A mostra exibe peças doadas por dezenas de pessoas. Revelando um pouco da vida delas, conta muito da história de Belo Horizonte nos últimos 40 anos. Algumas canções passarão a integrar o acervo do Museu Histórico Abílio Barreto. São elas: Praça Sete, Lindo Barro Preto, Mercado Central, Bela Belô e Rua da Bahia, de Gervásio Horta; Anos Savassi e Belo Horizonte de antigamente, de Pacífico Mascarenhas; O mar para mim, do Black Sonora; A outra cidade, de Makely Ka; Belo caso de amor, de Paulinho Pedra Azul. Em ritmo de marcha, samba, bossa nova e rock, as composições celebram a capital, suas ruas e bairros. “Há muitas outras, mas não estão gravadas ou a cessão de direitos é processo que consome mais tempo”, explica Miriam Campas, responsável pela seleção musical.
“Essa homenagem deixa a gente velho mas é sinal de que o nosso trabalho está sendo reconhecido. Sem modéstia, sou o compositor que fez mais músicas para Belo Horizonte”, comemora Gervásio Horta, de 69 anos – mineiro de Teófilo Otoni, que vive na capital desde 1954. Em 1961, depois de gravar Rua da Bahia em São Paulo, Gervásio e o parceiro Rômulo Paes foram comemorar o feito, de madrugada, no bar paulistano Ponto Chic. Adoniram Barbosa (1910-1982), compositor de Trem das onze, amigo de Rômulo, sentou-se na mesa com eles. “Ele nos disse: ‘Que coisa boa cantar a cidade de vocês. Se não fizerem isso, quem vai fazer?’. Fiquei impressionado, aquela observação ficou gravada em mim”, lembra Gervásio. “Os autores mais antigos tinham mais compromisso com as cidades onde viviam”, diz ele, citando composições de Dorival Caymmi para a Bahia, dos cariocas para o Rio de Janeiro dos anos 1950 ou de Adoniram para São Paulo. O veterano compositor mineiro elogia Paulinho Pedra Azul pela canção dedicada à capital de Minas.
MHAB 2003-2008
Abertura hoje, às 16h, para convidados. Aberta ao público a partir de amanhã. Objetos, fotos, documentos e canções. Museu Histórico Abílio Barreto, Avenida Prudente de Moraes, 202, Cidade Jardim, (31) 3277-8573. De terça-feira a domingo, das 10h às 17h; quintas-feiras até 21h.
Estado de Minas, 27/02/2008
fonte: http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=586344&page=5
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